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De quem são estas letras sinceras?

De alguém do signo de escorpião que sempre amou demais, porque sempre achou que despertar o melhor nas pessoas seria despertar o melhor em si mesma, e em uma linda reação em cadeia, de repente mudar o mundo através de uma grande revolução de amor. Mas tudo deu errado.

Que sons me libertam?

Nirvana, Pearl Jam, Beatles, Smashing Pumpkins, Rammstein, Metallica, Iron Maiden, System of a Down, Enigma, Nightwish, Lacrimosa, Guns'n'roses, Green Day... sou eclética dentro do rock. E ouço alguns sons brasileiros, como Marisa Monte, Djavan, Ana Carolina, Arnaldo Antunes, Lenine e bandas nacionais de tradição, como Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana, Capital Inicial, Nenhum de Nós, Biquini Cavadão (antigo) e Titãs (antigo).

Que paixões me sangram?

A minha faculdade de Letras, Língua Portuguesa, Literatura Portuguesa, Portugal, cachorros, flores, perfumes, dias de sol e este (muito) humilde bloguinho.

Que livros eu degusto?

*O Espaço Literário, de Maurice Blanchot.

* Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift.

*O ovo apunhalado, do Caio Fernando Abreu.

*Sonetos, de Florbela Espanca

*Para além do bem e do mal, de Friedrich Nietzsche

*Os sofrimentos do jovem Werther, de Goethe

*Novas Cartas Portugesas, de Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa.

*Da Morte/ Metafísica do Amor/ Do Sofrimento do Mundo, de Arthur Schopenhauer

* Fernando Pessoa, Camões e José Saramago também fazem parte do meu universo de leituras.

Que letras eu devoro atualmente?

A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini.

Quais acordes me acordam?

All dood Things (come to end), da Nelly Furtado.



Anos Incríveis

"Quando somos crianças, somos um pouco de cada coisa. Artista, cientista, atleta, erudito. Às vezes parece que crescer é desistir destas coisas, uma a uma. Todos nos arrependemos por coisas das quais desistimos. Algo de que sentimos falta. De que desistimos por sermos muito preguiçosos, ou por não conseguirmos nos sobressair, ou por termos medo".

(Kevin Arnold, no episódio "Coda")

Sinto falta deste seriado.



- Postado por: Nefelibata às 10h36
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Autópsia

Sou infinitamente tão pequena

que uma destra me retém,

mas conservo o indizível

nos meus lábios frustrados.

E no entanto, não deixo de amar.

Nos cachos castanhos

para quem voei

deixei meus sonhos enrolados

e pequenos delitos.

E no pequeno sorriso

a essência do que fui,

e nas mãos quentes,

meu refúgio e meu templo.

Meu templo sem religião.

Mes olhos são telescópios

procurando o que perdeu nas estrelas invisíveis

que fabricam sonhos.

Há meses a palavra não escapa

das grades

e eu continuo vagando em mim mesma

eu morta morta.

***

Quadrilha


João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o
convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto
Fernandes
que não tinha entrado na história.

Carlos Drummmond de Andrade

***

 Joaquim:

"O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome".

João Cabral de Melo Neto, poesia "Os Três Mal Amados"

***



- Postado por: Nefelibata às 17h42
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A minha morte e o que veio depois.

E ele largou a minha mão.

Chorei dias e noites

imersa na cáustica infelicidade de um adeus repentino.

E quanto mais longe ficava dali

mais nova ficava para mim mesma.

Descobri o descobrir.

Entrei em mim mesma para encontrar a chave

e encontrei muitas moradas.

E todos os dias uma porta se abriu

brilhando os meus olhos que já eram luz para o que eu era.

Eu vi um anjo.

Reencontrei meu antigo rosto,

velhos hábitos

e os livros que nunca tinha visto.

Eu nunca mais voltei para fora.

Imersa no mais íntino de mim

descobri que eu era mais antiga do que os outros.

Como nunca mais me viram,

consideraram-me morta.

E assim, eu morri insatisfeita,

longe, longe do meu país.

***

 "Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"

Fernando Pessoa.


 



- Postado por: Nefelibata às 16h05
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Sobre o Amor dos Nefelibatas

O Amor é a essência que regenera os Homens.

Depois de conhecê-lo,

Sublime,

os olhos não se adaptam à escuridão - terra dos homens.

O corpo se expande,

a mente se liberta,

o coração transborda.

O Amor é divino,

ilimitado,

bondade perfeita,

doação abundante,

paciência eterna.

O Amor é o manjar dos Nefelibatas.

Quando voltarei, ó Deus, para o meu lar.

Quando terei de volta as minhas asas?

Não permita, Deus, que eu morra,

tão longe, tão longe de meu lar.

 ***

A Prece de um Pagão .

Não deixes esfriar tua chama!
Minha alma entorpecida aquece,
Volúpia, inferno de quem ama!
Escuta, diva, a minha prece!

Deusa no espaço derramada,
Flama que dentro de nós desperta,
Atende a esta alma enregelada,
Que um brônzeo cântico te oferta.

Volúpia, abre-me a tua teia,
Toma o perfil de uma sereia
Feita de carne e de veludo,

Ou verte enfim teu sono mudo
No vinho místico e disforme,
Volúpia, espectro multiforme!


Charles Baudelaire

 



- Postado por: Nefelibata às 17h48
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